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Usinas investem no parque industrial

Atravessando uma boa fase, setor sucroenergético alagoano estima moer 18,9 milhões de toneladas de cana na safra 21/22, apesar de capacidade instalada das unidades ser superior as 24 milhões de toneladas

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Com a promessa de crescimento, diante de uma situação climática favorável e bons preços de mercado, a safra da cana 21/22 em Alagoas já deu seus primeiros passos em Alagoas. Desde a segunda quinzena de agosto, duas das 15 unidades da agroindústria canavieira estão funcionando a pleno vapor.

Neste cenário, a expectativa é que sejam beneficiadas mais de 18,8 milhões de toneladas de cana, o que representa um crescimento de 10,9% ante o ciclo passado. Quanto a produção de açúcar, deverão ser processadas 1,5 milhão de toneladas e mais de 483 milhões de litros de etanol.

Apostando neste horizonte otimista, usinas alagoanas resolveram reforçar suas apostas, investindo na ampliação de maquinário em busca de um desempenho industrial ainda melhor.

Parque agroindustrial canavieiro alagoano conta, atualmente, com 15 usinas em operação
Parque agroindustrial canavieiro alagoano conta, atualmente, com 15 usinas em operação | Foto: Divulgação

A usina Pindorama, a primeira unidade a iniciar a moagem, além da adoção de novas tecnologias, promoveu o aprimoramento da estrutura física da indústria. Uma nova caldeira, piscina de decantação, terno de moenda, além da ampliação da mesa de recepção de cana, foram os investimentos realizados.

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“Essa é a 39ª moagem na usina, que foi projeta para processar, no passado, no máximo, 600 mil toneladas de cana. Ano passado, moemos mais de 1 milhão de toneladas. Agora, damos um pequeno salto para que possamos chegar a trabalhar com 1,3 milhão de toneladas. Se puxarmos mais a moagem, podemos ter um número ainda maior. Fizemos investimos, a exemplo em uma nova caldeira, que entra em operação em outubro, além de um terno de moenda para que possamos abrir a capacidade de moagem, crescendo de mil a mil e quinhentas toneladas por dia. Esse foi o nosso planejamento que está sendo posto em prática”, afirmou Klécio Santos.

Com o início da moagem para este mês de setembro e também apostado em crescimento, a usina Caeté anunciou o começo da operação de uma refinaria na unidade Marituba. O diretor de Operações, Luiz Magno Brito, ressaltou também a importância da modernização agrícola, com investimentos na área de fertirrigação, com a aquisição de novos equipamentos que estão chegando e a mudança da frota. “Estamos conseguindo renovar e trabalhar com equipamentos mais novos”, declarou otimista.

Instaladas

Um levantamento realizado pelo Sindaçúcar-AL aponta que o setor industrial sucroenergético alagoano, com 15 unidades industriais em operação, conta com uma capacidade instalada de processar mais de 24 milhões de toneladas de cana.

Pedro Robério Nogueira afirma que usinas têm potencial para aumento da quantidade de cana processada
Pedro Robério Nogueira afirma que usinas têm potencial para aumento da quantidade de cana processada | Foto: Divulgação

“Na nossa história, com 23 unidades operando, chegamos a moer 23 a 25 milhões de toneladas de cana. Fizemos um levantamento muito preciso da capacidade instalada destas 15 unidades que estão em atividade, hoje, no Estado, e constatamos que eles podem moer 24 milhões de toneladas de cana. A eficiência e a produtividade melhoraram. Com isso, Alagoas pode operar com 15 unidades e perseguir sem nada fora do normal 25 milhões de toneladas de cana, por exemplo. Se colocarmos a questão da irrigação, poderemos sonhar até um pouco mais alto”, declarou o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira.

Segundo ele, o setor passou alguns anos sendo penalizado com quebra de safras. “Mas, tudo tem um recomeço. Para que possamos chegar as 23 milhões de toneladas deve haver um esforço conjunto com os fornecedores de cana. Afinal, a velocidade de resposta de produção com cinco mil pessoas é muito mais rápida. É uma lógica econômica que funciona. A história do setor em Alagoas está ligada aos industriais e aos fornecedores de cana, que foram a base histórica. Sem desmerecer as demais atividades agrícolas, não vi nada que tenha substituído a cana onde ela desapareceu”, reforçou.

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