Rural
CNA defende produção de bioinsumos para uso próprio
Na safra 18/19, o mercado desses produtos movimentou, aproximadamente, R$ 660 milhões
A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) defendeu a liberdade dos produtores rurais brasileiros em continuar produzindo bioinsumos para uso próprio em suas propriedades. O diretor técnico adjunto da entidade, Reginaldo Minaré, participou de audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados para discutir o Projeto de Lei 658/2021, que regulamenta a produção de bioinsumos no país.
Segundo Minaré, o interesse pela produção de bioinsumos tem se tornado cada vez maior. Na safra 18/19 o mercado de bioinsumos movimentou aproximadamente 660 milhões de reais. Na safra 2020/2021 o valor dobrou, chegando a R$ 1,3 bilhão. “Isso demonstra que há espaço para a produção para uso próprio e industrial também. Não podemos permitir a construção de oligopólio do fornecimento de produtos biológicos”, disse.
Durante sua exposição, Reginaldo afirmou que o mercado é promissor e que o agricultor não se dedicaria a aprender a produzir o próprio bioinsumo se não fosse interessante, seja do ponto de vista da sustentabilidade, da redução dos custos de produção ou para facilitar o manejo da atividade. “É uma prática mundial que já vem acontecendo há bastante tempo e de forma segura. A China, por exemplo, tem produzido fertilizante com base em algas, um segmento extremamente promissor. E a FAO possui uma cartilha com receitas de mais de 25 biopreparados para que os agricultores possam utilizar”, explicou.