Rural
Rota da Merenda pede empenho da gestão pública
Conforme a lei 11.947 de 2009, os municípios devem obrigatoriamente destinar 30% dos recursos à compra de itens da agricultura, podendo cada produtor, segundo a nova norma do PNAE, vender até R$ 40 mil em produtos as escolas
Sob o desafio de aumentar a participação dos produtos da agricultura familiar entre as compras institucionais e na merenda dos estudantes por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o terceiro encontro da Rota da Merenda Legal, promovido pela Unicafes Alagoas, esteve presente no Ifal Campus Arapiraca, na semana passada, dia 2.
O evento contou com 250 participantes entre diretores escolares, nutricionistas, merendeiros, secretários e procuradores, além do presidente da AMA, Hugo Wanderley, da deputada Estadual Jó Pereira e do presidente do Consórcio dos Municípios do Agreste (Conagreste), Marlan Ferreira.
Conforme a lei 11.947 de 2009, os municípios devem obrigatoriamente destinar 30% dos recursos a compra de itens da agricultura, podendo cada agricultor, segundo a nova norma do PNAE, vender até R$ 40 mil em produtos às escolas. Com o evento, a Unicafes Alagoas apresentou toda a legislação do PNAE, bem como esclareceu dúvidas e apresentou os produtos das cooperativas na exposição Quitanda Coop.
‘’O programa Merenda Legal nasceu a partir da necessidade de agirmos para a efetivação do PNAE de modo planejado, com cada agente público fazendo a seu papel. Estamos numa região de grande importância econômica para o nosso estado e que gera muitas riquezas. Região de muita presença agrícola e que pode valorizar ainda mais a sua economia comprando diretamente desses agricultores’’, descreveu o presidente da Unicafes Alagoas, Antonino Cardoso.
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Segundo o presidente da AMA, Hugo Wanderley, a causa é urgente. O gestor fez um apelo para que os municípios atendam à legislação. “Muito importante voltar esse olhar e retomar os investimentos na agricultura familiar visto o momento difícil de pandemia onde muitos produtores acumularam prejuízo sem ter para onde escoar sua mercadoria. Todos os municípios dispõem desse recurso e já percebo, em todos eles, maior empenho da equipe para garantir alimentos mais saudáveis e próprios da nossa cultura’’, observou o presidente da AMA.