Rural
Chuvas paralisam moagem, mas devem ter reflexo positivo na safra
Algumas usinas chegaram a parar as atividades por até quatro dias
As chuvas que caíram nos últimos dias em todas as regiões do Estado levaram à paralisação temporária da moagem em todas as usinas alagoanas pelo período de três a quatro dias.
De acordo com dados do Sindaçúcar-AL, entre os dias 04 e 07 de novembro, ocorreram precipitações intensas, com os níveis pluviométricos variando de acordo com a região - ficaram entre 150 milímetros e 250 mm, com uma média de 200 mm.
As usinas Santo Antônio e Camaragibe, ambas localizadas no litoral norte do Estado, chegaram a parar a moagem por dois dias. “A chuva atrapalhou bastante e tivemos que parar. Isso prejudica todo o processo da fabricação e consome mais bagaço. Quando não tem continuidade na fabricação, diminui o rendimento industrial”, afirmou o superintendente agrícola, Marcos Maranhão.
Apesar dos prejuízos, o volume de chuva que caiu em Alagoas terá reflexo positivo para a safra como um todo. “Para a safra, essa chuva foi muito boa. Afinal, vai crescer a previsão da moagem. O reflexo negativo é para o momento atual por ter provocado a parada a moagem. Mas, a longo prazo, essa chuva vai ser positiva”, reforçou Maranhão.
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Segundo o Sindaçúcar-AL, com a paralisação, algumas unidades aproveitaram para fazer a manutenção corretiva e preventiva, atividade que normalmente acontece durante a safra.
Diante desse cenário, segundo o sindicato, como normalmente o mês de novembro é bastante seco, as chuvas poderão garantir a brotação da soqueira dos canaviais que foram cortados nos meses de setembro e outubro e a brotação das soqueiras que irão ser cortadas nos próximos dois meses.
“Com as chuvas houve uma economia de energia que seria utilizada nos equipamentos de irrigação, bem como na redução dos custos de mão de obra nos próximos dois meses, já que essa atividade não será colocada em prática neste período”, informou o Sindaçúcar em comunicado.