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Próximo ano deve ter chuvas dentro da média

Índices devem se estender até setembro com ápice nos meses de abril e maio

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Aguardada com expectativa pelo setor agropecuário, a chuva é fator determinante no bom desempenho da atividade. Com isso, as previsões climáticas se tornam aliadas importantes para os produtores rurais. Neste sentido, para 2024, o meteorologista Luiz Carlos Molion afirmou que o próximo ano deve repetir o padrão pluviométrico de 2023.

Segundo o pesquisador, que foi um dos palestrantes da Expo Bacia Leiteira, realizada mês passado, em Batalha, os índices pluviométricos devem ocorrer até setembro. “Mas a maior intensidade de chuva é esperada para os meses de abril e maio”, afirmou.

De acordo com o meteorologista, nos últimos anos, as chuvas, que antes chegavam até o mês de julho e agosto, têm se esticado até setembro. A mudança climática vem sendo observada principalmente na região do litoral.

Meteorologista aconselha que plantio de lavouras seja feito no mês de abril
Meteorologista aconselha que plantio de lavouras seja feito no mês de abril | Foto: Ascom

“Alagoas é um estado privilegiado neste aspecto. Chove dois mil milímetros (mm) no litoral e em Delmiro Gouveia ainda chega a 650 milímetros. Pode entrar 300 km no interior que ainda tem chuva. Em Pernambuco, por exemplo, há apenas 150 km de distância do litoral só chove 600 mm. Com isso, temos o privilégio de usar as áreas do interior para produzir mais”, afirmou Molion.

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Diante da expectativa deste cenário, o meteorologista afirma que uma atenção especial deve ser dada a época de plantio. “Acho que a melhor época de plantio seria abril. Isso ajudaria muito na produtividade. Mas um ponto importante é aprofundar o sistema radicular da planta e isso se consegue com o uso de gesso agrícola. Quando ela se aprofunda, ela também se avoluma. Com isso, se houver um período de seca, a planta terá um volume maior de solo para explorar, tirando a água necessária e passando pela escassez sem grandes prejuízos”, esclareceu.

No que diz respeito a fenômeno climático El Niño, “ele ocorre quando as águas estão quentes e o La Niña, quando elas estão frias. Isso é um fenômeno oceânico. A atmosfera tem que responder. Se ela não responde, mudando o campo da pressão atmosférica, não tem interferência na nossa chuva”, destacou Molion, reforçando que, atualmente, pode-se acompanhar a mudança da temperatura do pacifico dia a dia e eu o pacifico encontra-se com suas águas aquecidas.

Molion afirma que, no próximo ano, chuvas deverão repetir padrão registrado em 2023
Molion afirma que, no próximo ano, chuvas deverão repetir padrão registrado em 2023 | Foto: Ascom

Molion reforçou ainda que a alta pressão atmosférica provoca seca. “Mas não estamos vendo isso. As nuvens não estão se desenvolvendo em cima da água quente”, destacou.

Outubro

Para outubro, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para as regiões Norte e Nordeste, é prevista chuva abaixo da climatologia (média histórica) para o mês com volumes inferiores a 70 milímetros (mm).

Entretanto, na faixa oeste e em áreas do sul da região Norte, a chuva deve ficar próxima e ligeiramente acima da média histórica, com previsão de acumulados abaixo de 140 mm.

O prognóstico climático do Inmet para outubro de 2023 em áreas do Sealba (região que engloba os estados de Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia), indica que uma redução do armazenamento de água no solo poderá causar restrição hídrica aos cultivos de terceira safra que se encontram em fases fenológicas mais sensíveis, porém, favorecerá as operações de colheita.

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