Semiárido
Governo amplia acesso à água para a agricultura familiar com o Mais Água Alagoas
Programa prevê construção de mais de três mil cisternas para garantir segurança hídrica no Semiárido
O acesso à água para produtores rurais do semiárido alagoano está sendo ampliado por meio do Mais Água Alagoas, programa realizado em parceria entre o governo do Estado e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa integra o Programa de Cisternas do governo federal e busca garantir água potável de qualidade para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Entre 2012 e 2024, foram construídas cisternas, tanques de pedras e barragens subterrâneas, beneficiando aproximadamente 15 mil famílias em 40 municípios alagoanos. Agora, com novos investimentos, esse número deve crescer ainda mais nos próximos anos, fortalecendo a resiliência hídrica da região.
O Governador Paulo Dantas, em parceria com o MDS, já assegurou a construção de mais de três mil novas cisternas, garantindo segurança hídrica, alimentar e nutricional aos agricultores familiares de Alagoas.
Investimentos e ampliação do programa
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Na primeira etapa, serão construídas 554 cisternas para uso doméstico (1ª água) nos municípios de Belo Monte (249), Piranhas (90), Campo Grande (270), Olho D’Água Grande (450) e Palmeira dos Índios (495). O investimento total supera R$ 9 milhões, com recursos federais e contrapartida do governo estadual.
A segunda etapa, prevista para o primeiro semestre de 2025, receberá um aporte de R$ 17 milhões para a construção de 1.875 cisternas em 18 municípios do semiárido. Além das cisternas de 1ª água, serão implementadas 145 unidades de 2ª água, destinadas ao uso agropecuário, acompanhadas por um fomento rural de R$ 4.600,00 por família. A execução dos convênios está sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Seagri).
Como funcionam as cisternas
As cisternas são tecnologias sociais que ampliam o acesso à água tanto para autoconsumo quanto para a produção de alimentos. Elas são construídas em dois modelos: 1ª água – Reservatórios de placas de 16 mil litros, voltados para o consumo humano; 2ª água – Cisternas do tipo calçadão, com placas de 52 mil litros, voltadas para atividades agropecuárias.
Os equipamentos coletam e armazenam a água da chuva, que, após passar por um sistema de filtragem, torna-se própria para o consumo humano, ajudando a garantir segurança hídrica durante períodos de estiagem.
Após a assinatura dos contratos em outubro de 2024, o programa está em plena execução, com etapas de mobilização, seleção, cadastro e capacitação das famílias na gestão da água para consumo humano. Essas atividades são conduzidas por entidades contratadas pelo governo.