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Safra cresce 18,2% em 2025, e produção de grãos mais que dobra em 13 anos

A safra de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) de 2025 atingiu 346,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica iniciada em 1975

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A produção de soja alcançou novo recorde em 2025, totalizando 166,1 milhões de toneladas
A produção de soja alcançou novo recorde em 2025, totalizando 166,1 milhões de toneladas | Foto: JAELSON LUCAS/AEN-PR

A safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) alcançou 346,1 milhões de toneladas em 2025, registrando crescimento de 18,2% em relação a 2024 e estabelecendo um novo recorde na série histórica iniciada em 1975.

Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado no último dia 15 pelo IBGE.

Na comparação com 2012, quando a produção somou 162 milhões de toneladas, o volume colhido em 2025 representa mais que o dobro, evidenciando o avanço da produtividade agrícola ao longo de 13 anos. No mesmo período, a área plantada cresceu em ritmo inferior, com expansão de 66,8%, passando de 48,9 milhões de hectares para 81,6 milhões de hectares.

Além do volume total, também foram registrados recordes individuais de produção em culturas estratégicas. A soja atingiu 166,1 milhões de toneladas, o milho 141,7 milhões de toneladas, o algodão 9,9 milhões de toneladas e o café do tipo canephora 1,3 milhão de toneladas.

A área colhida em 2025 foi estimada em 81,6 milhões de hectares, aumento de 3,2% frente a 2024. Contribuíram para esse crescimento as ampliações de área no algodão (+5,7%), arroz (+11,1%), soja (+3,7%), milho (+4,3%) e sorgo (+15,6%). Em contrapartida, houve redução nas áreas de feijão (-7,2%) e trigo (-18,2%).

Para o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, os ganhos de produtividade são resultado de investimentos contínuos em pesquisa e tecnologia.

“Os ganhos de produtividade das lavouras são frutos de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diversos biomas brasileiros. Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, que investem cada vez mais em tecnologias avançadas para alcançar o máximo potencial produtivo das plantas”, afirmou.

Segundo Guedes, o desempenho recorde de 2025 foi impulsionado principalmente pelas culturas da soja, milho e algodão, beneficiadas por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo produtivo.

PROJEÇÃO PARA 2026

O LSPA também apresentou o terceiro prognóstico para a safra de 2026, estimada em 339,8 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 1,8%, ou 6,3 milhões de toneladas a menos em relação a 2025.

De acordo com o IBGE, a redução projetada está associada principalmente às culturas do milho, sorgo e arroz. O gerente de Agricultura explica que o resultado reflete tanto a base elevada de comparação quanto fatores econômicos e climáticos.

“Como a safra de 2025 foi muito boa para esses produtos, partimos de um patamar elevado de comparação. Algumas culturas ainda serão implantadas na segunda safra e dependem da janela de plantio e das condições climáticas. Além disso, as margens de lucro estão reduzidas, devido aos preços baixos, o que tem desestimulado o aumento de área e os investimentos nas lavouras”, destacou.

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