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Produtos da agricultura familiar garantem redução em financiamentos

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Lista de bônus de fevereiro aponta variações entre estados e inclui novas culturas contempladas no período
Lista de bônus de fevereiro aponta variações entre estados e inclui novas culturas contempladas no período | Foto: Divulgação

Produtores familiares que contrataram financiamentos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) contam, em fevereiro, com novos percentuais de redução nas parcelas, conforme a lista de produtos amparados pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A medida tem como objetivo proteger a renda no campo diante da diferença entre os valores praticados no mercado e o preço de garantia. A lista é elaborada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a partir do levantamento de preços, e validada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), responsável pela publicação da portaria.

O levantamento, referente aos preços registrados em janeiro, indica diferenças expressivas entre o valor mínimo garantido e a média de comercialização em diversos estados. No caso do feijão-caupi no Amapá, por exemplo, o preço médio ficou em R$ 120,00 para a saca de 60 quilos, frente ao valor de garantia de R$ 285,06. Situação semelhante foi observada na manga no Rio de Janeiro, comercializada a R$ 0,68 o quilo, abaixo do patamar mínimo de R$ 3,47.

Entre os produtos com maior diferença entre preços, destacam-se também a batata no Paraná, vendida a R$ 29,10 por saca de 50 quilos, ante o valor de referência de R$ 71,87, além da raiz de mandioca no Espírito Santo, cujo preço médio foi de R$ 242,32 por tonelada, frente à garantia de R$ 508,23.

Na comparação com o mês anterior, houve alterações na lista de produtos e Unidades da Federação contempladas. O milho na Bahia passou a integrar o grupo beneficiado, com percentual de 0,11%, enquanto tomate, cará/inhame, juta/malva, abacaxi e açaí deixaram de receber o desconto.

Para as demais culturas, ocorreram ajustes regionais, com inclusão, manutenção ou retirada de estados, conforme a evolução dos preços de mercado.

O percentual aplicado em cada caso é calculado a partir da diferença entre o preço médio e o valor de garantia, variando conforme o produto e a Unidade da Federação. No relatório de fevereiro, os índices mais elevados aparecem na manga no Rio de Janeiro (80,40%) e em São Paulo (63,11%), na batata no Paraná (59,51%), na cebola no Rio Grande do Sul (58,57%) e no feijão-caupi no Amapá (57,90%).

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