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Tecnologia com ozônio reduz micotoxinas em grãos

O novo silo biorreator reduz teores de micotoxinas, fungos, pragas e resíduos químicos

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Análise de sanidade de grãos com e sem tratamento com gás ozônio
Análise de sanidade de grãos com e sem tratamento com gás ozônio | Foto: Marco Aurélio Pimentel

A Embrapa Milho e Sorgo (MG) apresentou ao mercado uma tecnologia sustentável e inovadora capaz de garantir que grãos utilizados na produção de ração animal estejam livres de toxinas, além de contribuir para o aumento da produtividade e da sustentabilidade no agronegócio. Desenvolvido em parceria com a empresa Nascente (NCT), o novo silo biorreator, batizado de SiloBio, surge como uma solução para higienização de grãos em larga escala, ampliando a segurança sanitária e o valor agregado da produção.

O silo biorreator é um equipamento que combina a funcionalidade de armazenamento de um silo com o ambiente controlado de um biorreator, permitindo tratar grãos em escala industrial.

No caso do SiloBio, o sistema utiliza a ação natural do gás ozônio, tecnologia capaz de eliminar micotoxinas, fungos, pragas e resíduos químicos, garantindo uma ração mais segura, sustentável e de alto desempenho.

O desenvolvimento da tecnologia começou com a validação de um processo de aplicação de gás ozônio. A técnica, estudada por pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, tem como objetivo reduzir os teores de micotoxinas em grãos de milho no período pós-colheita.

O uso do gás ozônio para controlar micotoxinas — processo conhecido como detoxificação — já vinha sendo estudado e apresentava potencial comprovado na literatura científica. “A Embrapa Milho e Sorgo iniciou pesquisas com foco na redução de teores de fumonisinas, um tipo de micotoxina produzida principalmente por fungos do gênero Fusarium sp., predominante em grãos de milho”, explica o pesquisador Marco Aurélio Pimentel.

“Começamos esses estudos com a aplicação direta do gás ozônio nos grãos entre 2012 e 2013. Essa técnica é chamada de aplicação a seco e, em escala de laboratório, utilizou estruturas — protótipos — que simulavam um silo”, comenta Pimentel, líder do projeto na unidade de pesquisa mineira.

Segundo o pesquisador, os resultados obtidos foram considerados promissores, com redução de até 88% das fumonisinas totais e de até 96% de fungos dos gêneros Fusarium sp. e Penicillium spp.

“Também observamos que a aplicação do gás ozônio, mesmo por tempo prolongado — de até 60 horas —, não prejudicou a qualidade dos grãos, mantendo níveis normais de teor de água, proteínas, lipídeos e cinzas”, complementa.

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