loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 17/04/2026 | Ano | Nº 6205
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Rural

Crescimento

Crédito rural empresarial cresce 10% e atinge R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026

Crescimento é de 10% em relação ao mesmo período da safra anterior

Ouvir
Compartilhar
A industrialização registrou o maior crescimento proporcional, com alta de 74% nas contratações, alcançando R$ 28,1 bilhões
A industrialização registrou o maior crescimento proporcional, com alta de 74% nas contratações, alcançando R$ 28,1 bilhões | Foto: Divulgação

O crédito rural empresarial no Brasil alcançou R$ 404 bilhões entre julho de 2025 e março de 2026, registrando crescimento de 10% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando o volume foi de R$ 368 bilhões. Os dados constam no Boletim do Crédito Rural do Plano Safra 2025/2026, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo o levantamento, os recursos efetivamente concedidos — ou seja, aqueles já liberados aos produtores — somaram R$ 387 bilhões, avanço de 5% na comparação anual, evidenciando a continuidade do fluxo de financiamento ao setor agropecuário.

Um dos principais destaques foi o crescimento expressivo das emissões de Cédulas de Produto Rural (CPR), que avançaram 38% no período, totalizando R$ 183,1 bilhões. Como o instrumento é amplamente utilizado para custeio da produção, sua soma ao crédito convencional destinado à mesma finalidade elevou o volume total de recursos para custeio a R$ 303,1 bilhões, um aumento de 13% em relação à safra 2024/2025.

De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, o desempenho reforça a resiliência do financiamento agropecuário. “O crescimento de 10% nas contratações e de 5% nas concessões demonstra a solidez do financiamento agropecuário brasileiro, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos produtores e do sistema financeiro”, destacou a pasta.

A análise por modalidade revela diferenças no comportamento das linhas de crédito. O segmento de industrialização apresentou o maior avanço proporcional, com alta de 74% nas contratações, que chegaram a R$ 28,1 bilhões, e de 64% nas concessões, somando R$ 26,4 bilhões. O resultado reflete a ampliação da demanda por financiamento voltado ao processamento agroindustrial.

Por outro lado, linhas tradicionais registraram retração. O crédito de custeio recuou 11% nas contratações (R$ 120 bilhões) e 15% nas concessões (R$ 114,3 bilhões). Já o crédito de investimento caiu 16% nas contratações (R$ 45,5 bilhões) e 30% nas concessões (R$ 37,6 bilhões). A modalidade de comercialização também apresentou queda, com redução de 10% nas contratações (R$ 27,2 bilhões) e de 16% nas concessões (R$ 25,5 bilhões).

O boletim aponta que a redução no crédito para investimentos está associada à cautela dos produtores diante do cenário de juros, com expectativa de queda da taxa Selic ao longo de 2026.

Entre os programas analisados, apenas o Prodecoop apresentou crescimento, com aumento de 20% e R$ 900 milhões concedidos, enquanto os demais registraram retrações, ainda que em ritmo menor do que o observado anteriormente.

Relacionadas