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Produção nacional de cana chega a 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/2026

Terceira maior safra de cana da história é marcada pelo salto de quase 30% na produção de etanol de milho

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Mesmo com menor colheita de cana em relação ao ciclo passado, país registra maior fabricação de etanol e segunda maior produção de açúcar da série histórica
Mesmo com menor colheita de cana em relação ao ciclo passado, país registra maior fabricação de etanol e segunda maior produção de açúcar da série histórica | Foto: BCCOM ASSESSORIA

A produção brasileira de cana-de-açúcar está estimada em 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o que representa uma redução de 0,5% em relação ao ciclo anterior, segundo o 4º Levantamento da Safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. Apesar da leve queda, o país registra a maior fabricação de etanol e a segunda maior produção de açúcar da série histórica.

De acordo com o levantamento, esta é a terceira maior safra de cana já registrada no país, ficando atrás apenas das temporadas 2022/2023 e 2024/2025. Mesmo com menor volume colhido, o desempenho da indústria segue elevado, com destaque para a produção de biocombustíveis.

Somando as origens cana-de-açúcar e milho, a fabricação de etanol deve alcançar 37,5 bilhões de litros, alta de 0,8% em relação à safra passada. O crescimento é puxado principalmente pelo etanol de milho, cuja produção está estimada em 10,17 bilhões de litros, avanço de 29,8% e participação superior a 27% do total. Já o etanol produzido a partir da cana deve atingir 27,33 bilhões de litros, uma queda de 6,9%.

A produção de açúcar está estimada em 44,2 milhões de toneladas, aumento de 0,1% em comparação ao ciclo anterior. Mesmo com a limitação causada pela menor oferta de matéria-prima, o volume representa a segunda maior produção já registrada, atrás apenas da safra 2023/2024.

No campo, a redução da safra é explicada pela queda de 2,6% na produtividade média nacional, que deve ficar em 75.184 quilos por hectare, impactada por condições climáticas desfavoráveis, especialmente na Região Centro-Sul. A perda foi parcialmente compensada pelo aumento de 2,1% na área colhida, estimada em 8,95 milhões de hectares.

No Nordeste, a produção é estimada em 53,3 milhões de toneladas, com recuo de 2% em relação à safra anterior. A produtividade média na região também apresentou queda de 1,2%, ficando em 59.860 quilos por hectare.

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