Resultados positivos
Cultivo de milho cresce no semiárido alagoano
Produtor rural na região da Bacia Leiteira do Estado, o Governador de Alagoas, Paulo Dantas, destaca os resultados da cultura que vem sendo explorada na região com boa produtividade
Produtor de milho há 20 anos, o Governador de Alagoas, Paulo Dantas, destaca os resultados positivos obtidos com a cultura que vem sendo explorada no semiárido alagoano, mais precisamente na região da Bacia Leiteira do Estado.
“É uma cultura que tem dado muito certo e que tem crescido muito nessa região. Ela também traz alternativas para a economia leiteira e para a pecuária. Além de diminuir o custo para os produtores, promove mais uma vertente econômica para o produtor agregar receita”, destacou o chefe do Poder Executivo estadual.
De acordo com Dantas, a exploração da cultura do milho é realizada por ele todos os anos em uma área de mil hectares.
“A gente prepara a terra, planta a semente, aduba e depois aplica a ureia. Fazemos um tratamento adequado que nos garante maior produtividade. Ao longo desse período, estamos bem satisfeitos com os resultados da cultura na Bacia Leiteira”, reforçou.
Segundo ele, apesar da previsão do fenômeno meteorológico El Niño, que reduz fortemente as chuvas na região Nordeste, a expectativa é de uma produção de até sete toneladas de silagem de milho por tarefa.
“Neste caso, estamos nos referindo a uma área de 3.300 tarefas, equivalente a mil hectares. Se fosse em um ano normal, esse número chegaria a até dez toneladas de silagem de milho por tarefa, além de 25 sacos de milho por tarefa, o que corresponde a 80 sacos do grão por hectare, uma excelente produção”, esclareceu Dantas.
MASSAI
Segundo o produtor rural, uma novidade adicionada ao manejo do cultivo do milho foi o consórcio com o capim massai.
“Fizemos esse incremento com o propósito de reduzir custos e ganhar tempo. Contamos com uma área adequada para colocarmos os animais para se alimentar do capim, que nasce sem atrapalhar a evolução do milharal. Retirado o milho, a área fica imediatamente pronta para o gado entrar. O massai é um capim que tem muita proteína e resistência, tendo sido testado e aprovado para a nossa região”, declarou, reforçando que também realiza o plantio do capim corrente, que, apesar de ser mais resistente, possui um pouco menos de proteína.
“A nossa atividade é diversificada. Trabalhamos com a produção de leite, produção de milho para silagem e grão, além da produção de carne. É um ciclo que envolve as pecuárias de leite e de corte, além da agricultura”, afirmou o produtor.
INDÚSTRIAS
Dantas, que tem na pecuária um dos principais negócios no meio rural, destaca que a Bacia Leiteira do Estado passará por um processo de transformação com a chegada de três grandes empresas do setor lácteo.
“Tenho a certeza de que, em função da chegada da Alvoar, da Natville e da Piracanjuba, o preço do leite para o produtor crescerá ainda mais e impactará positivamente a vida dos criadores da região”, ressaltou.
O Governador reforça ainda que as três indústrias serão responsáveis pela compra de um milhão de litros de leite por dia.
“Um componente caro para o custo é o frete, e agora o produtor vai vender o leite próximo à fazenda. A indústria terá condições de pagar melhor aos nossos produtores. Isso vai promover ainda mais incentivos e, com certeza, a região ampliará a produção. É um setor que majoritariamente é conduzido pelo pequeno produtor, pelo agricultor familiar, e promove uma cidadania muito justa, com integridade e distribuição de renda. Fico feliz em fazer parte dessa história”, afirmou.
Segundo Dantas, alguns fatores foram responsáveis pela chegada dessas novas indústrias à região da Bacia Leiteira de Alagoas.
“O primeiro foi a confiança construída por meio de diálogo, objetividade, planejamento e compromissos assumidos tanto pelo governo quanto pelos empresários. Garantimos a duplicação da rodovia, a Algás e a adutora de água bruta, além de uma tributação adequada que viabiliza a competitividade para as indústrias. Também prometemos a aquisição do terreno para a Natville e cumprimos esse compromisso. Além disso, estamos em fase de conclusão do Instituto Federal de Alagoas, em Batalha, assim como realizando um grande programa de capacitação, em parceria com a Prefeitura Municipal, para que os empregos gerados pelas empresas permaneçam na Bacia Leiteira. Será uma região antes das três indústrias e completamente diferente depois que elas entrarem em operação”, declarou.