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Pecuária

BoiTeca amplia oportunidades de renda no campo

Sistema integra o cultivo da árvore teca à pecuária de corte para garantir intensificação sustentável

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A árvore teca, quando plantada no arranjo adequado e manejada corretamente, exerce mínima interferência na produtividade da pecuária
A árvore teca, quando plantada no arranjo adequado e manejada corretamente, exerce mínima interferência na produtividade da pecuária | Foto: Gabriel Faria/Embrapa Agrossilvi

O Sistema Bacaeri - BoiTeca é um modelo de produção de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) que integra a árvore teca (Tectona grandis) como uma complementação de renda, mantendo a pecuária como o principal componente do sistema. O foco é a intensificação sustentável, expandindo o cultivo da teca em áreas de bovinocultura de corte, sem substituir o monocultivo de pastagens por florestas plantadas.

A árvore teca, quando plantada no arranjo adequado e manejada corretamente (com desrama periódica), exerce mínima interferência na produtividade da pecuária, mas proporciona serviços ecossistêmicos e uma composição de renda adicional para o sistema integrado.

As forragens indicadas para o sistema são a Urochloa brizantha (cv. Marandu e cv. Piatã), e a pecuária, preferencialmente, utiliza o gado Nelore.

Segundo a Embrapa, o arranjo de plantio das árvores de teca pode ser feito em linhas simples ou duplas (dispostas em triângulo equilátero), integradas à forrageira. O número de árvores plantadas é equivalente ao número de árvores ao final do ciclo (corte raso).

Após o plantio da teca, a pastagem é vedada, podendo permanecer em pousio, ser utilizada para a produção de silagem ou feno, ou ser renovada por métodos convencionais ou por meio da integração com a lavoura de grãos até o terceiro ano, caso a área esteja em estágio avançado de degradação, conforme as práticas recomendadas pelo sistema.

A entrada de animais jovens (com até cerca de 220 kg) ocorre entre 10 e 18 meses após o plantio das árvores, quando a maioria das plantas atingir cerca de 3 metros de altura e de 3 a 4 cm de DAP (diâmetro à altura do peito).

A área de pastagem ocupada pelas árvores é inferior a 5% da área total, e o foco do sistema são produtos madeireiros de maior valor agregado, que exigem o uso de material genético superior (clones) e um rigoroso manejo na condução das árvores. Esta solução tecnológica foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com outras instituições.

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