Pecuária
Pecuaristas alagoanos participam de imersão em tecnologias e novos modelos de negócios
Ultrassonografia de carcaça in vivo, bioinsumos e modelos cooperativos de carnes nobres estão entre as inovações apresentadas durante missão técnica promovida pelo Sebrae Alagoas
Vinte e um pecuaristas e técnicos de Alagoas participaram de uma missão técnica no Paraná para conhecer experiências em gestão, pecuária regenerativa, tecnologia de precisão e agregação de valor à produção.
Promovida pelo Sebrae Alagoas, a missão incluiu visitas a propriedades e empresas nas cidades de Campo Mourão e Cascavel, com foco em práticas que podem ser adaptadas à realidade dos produtores do Estado.
As visitas foram acompanhadas pelo superintendente do Sebrae Alagoas, Domício Silva; pelo gerente da Unidade de Competitividade Setorial, Henrique Soares; e pela analista da mesma unidade, Cristina Loureiro.
“A cadeia produtiva da carne bovina é estratégica para o Brasil e pode ter um papel ainda maior no desenvolvimento de Alagoas. Ela não se limita ao produtor rural: envolve genética, reprodução, nutrição, produção de milho e outros alimentos, máquinas, transporte, frigoríficos, indústria, comércio, restaurantes e exportação. O Sebrae está sempre atento e buscando inovação para o mercado de carnes”, pontuou Domício Silva.
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A imersão ampliou conhecimentos e apresentou novas possibilidades para tornar a pecuária alagoana mais eficiente, sustentável e rentável.
A experiência chamou a atenção do produtor Vinicius Cansanção, que atua há mais de 30 anos na pecuária. Em Alagoas, ele trabalha com a criação de gado Nelore em sistema extensivo na região norte de Lagoa de Jacuípe e com confinamento de gado na região sul de Anadia.
Para o produtor, a missão proporcionou contato com diferentes modelos de operação e mostrou possibilidades que podem ser adaptadas à realidade das propriedades alagoanas. Entre os conhecimentos que pretende levar para Alagoas está o uso de insumos biológicos.
“Na propriedade que visitamos, eles aproveitam praticamente tudo. Como trabalham com confinamento, utilizam os dejetos dos animais para produzir adubo e também gerar gás para a produção de energia. Dessa forma, conseguiram fechar o ciclo dentro da própria propriedade e aproveitar ao máximo os recursos disponíveis. A experiência que tivemos vai nos permitir aproveitar esse conhecimento e aplicá-lo, buscando uma evolução mais rápida, principalmente nas práticas de adubação e no controle de pragas e doenças”, compartilha.